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Paraguai em crise: Senado destitui Santiago Peña após colapso bancário

O presidente Santiago Peña foi afastado do cargo por unanimidade no Senado paraguaio, em meio a um escândalo envolvendo o Ueno Bank e o uso de recursos públicos.

Foto: Santiago Peña Crédito: Reuters · Original e licença

O Paraguai vive um momento de ruptura institucional. Nesta sexta-feira (6), o Senado do país aprovou, por unanimidade, o impeachment do presidente Santiago Peña. Com 44 votos favoráveis e nenhum contrário, o mandato do político do Partido Colorado foi encerrado precocemente, abrindo caminho para que o vice-presidente Pedro Alliana assuma o comando da nação até 2028.

A queda de Peña é o desdobramento direto de uma grave crise financeira deflagrada pela intervenção do Banco Central no Ueno Bank, instituição que geria cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos e previdenciários. O ex-presidente enfrenta acusações de conflito de interesses, uso indevido de verbas estatais e acobertamento institucional, denúncias que agora passam a ser alvo de uma investigação criminal conduzida pelo Ministério Público paraguaio.

Antes da votação definitiva, Peña tentou renunciar ao cargo, alegando que buscava evitar o aprofundamento da instabilidade política. No entanto, a manobra fracassou no Congresso por falta de quórum, já que parlamentares governistas abandonaram a sessão. A estratégia de renúncia visava, segundo analistas, garantir a Peña o status de senador vitalício e prerrogativas que poderiam dificultar sua responsabilização judicial. Com o impeachment, o caminho para a Justiça comum permanece aberto.

O advogado de defesa, Adolfo Ferreiro, chegou a sinalizar que pretende recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Enquanto isso, o Ministério Público já determinou a prisão de oito dirigentes ligados ao Ueno Bank, incluindo o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale, e o empresário Miguel Vázquez, este último sócio de um grupo que detinha vínculos empresariais anteriores com o próprio Peña.

Em resumo

  • O Senado paraguaio aprovou o impeachment de Santiago Peña por 44 votos a 0.
  • O vice-presidente Pedro Alliana assume o governo até o fim do mandato, em 2028.
  • A crise foi motivada pela intervenção no Ueno Bank, que geria US$ 850 milhões em recursos públicos.
  • O Ministério Público investiga possíveis irregularidades e o suposto conflito de interesses do ex-presidente.

Fonte: Brasil 247

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