Os bastidores da ONG de Paulo Figueiredo sediada em mansão na Flórida
Investigação revela que comentarista bolsonarista utilizou imóvel próprio como sede de instituto dissolvido após críticas ao Judiciário brasileiro.

Foto: O influencer Paulo Figueiredo. Foto: reprodução · Original e licença
O comentarista Paulo Figueiredo, figura próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), esteve no centro de uma operação envolvendo uma organização sem fins lucrativos sediada em sua própria residência nos Estados Unidos. O imóvel, localizado em um condomínio fechado em Weston, na Flórida, serviu como endereço oficial do Pan-American Prosperity Institute antes de ser vendido por US$ 930 mil — cerca de R$ 5 milhões — em 23 de outubro, apenas dois dias antes do segundo turno das eleições.
Registros estaduais da Flórida apontam que Figueiredo ocupou cargos de vice-presidente, tesoureiro e diretor na entidade, criada em janeiro de 2020. A organização, que contava com a promoção de nomes como o blogueiro Allan dos Santos, teve suas atividades encerradas administrativamente pelo governo local em setembro de 2022, após sucessivas falhas na entrega de relatórios anuais obrigatórios.
Em sua trajetória, o instituto ganhou notoriedade ao difundir pautas alinhadas ao bolsonarismo. Em julho de 2020, a entidade utilizou canais de distribuição de notícias para publicar uma carta do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). No documento, o parlamentar atacava o sistema de justiça brasileiro, classificando o Judiciário como um órgão de "extrema esquerda".
Questionado sobre a natureza das atividades e o financiamento da ONG, Figueiredo não apresentou esclarecimentos. Sobre a transação imobiliária, o comentarista limitou-se a dizer que o valor da venda foi ajustado às condições do mercado imobiliário da região.
Em resumo
- Paulo Figueiredo foi dirigente do Pan-American Prosperity Institute, ONG sediada em sua casa na Flórida.
- O imóvel foi vendido por US$ 930 mil pouco antes do segundo turno eleitoral.
- A entidade foi dissolvida em 2022 por irregularidades administrativas.
- O instituto serviu de plataforma para ataques de parlamentares bolsonaristas contra o Judiciário brasileiro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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