Mensalidades escolares disparam para 2027 com impacto do fim da escala 6x1
Famílias brasileiras enfrentam reajustes nas mensalidades escolares que superam a inflação, pressionados por custos operacionais e mudanças na jornada de trabalho.

Foto: Aluno em sala de aula Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil · Original e licença
As famílias brasileiras devem preparar o bolso para o próximo ano letivo. As escolas particulares estão aplicando reajustes nas mensalidades para 2027 que, em muitos casos, atingem dois dígitos, superando significativamente a inflação oficial de 5,22% prevista para o fechamento de 2026 pelo Boletim Focus.
Projeções do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) apontam aumentos entre 7% e 10%. O cenário é corroborado por um levantamento do Grupo Rabbit, que indica uma média de 9% de correção nacional. Segundo o CEO da consultoria, Christian Coelho, o setor tenta recuperar margens de lucro apertadas, que giram em torno de 5,4%, após anos de descontos concedidos para reter alunos durante e após a pandemia.
Um dos fatores que mais pressionam os orçamentos das instituições é a recente mudança na legislação trabalhista, especificamente o fim da escala 6x1. No Rio de Janeiro, o Colégio Cruzeiro precisou elevar sua projeção de reajuste de 9,5% para 14,9% para acomodar os novos custos com a jornada docente. A instituição afirmou que, caso a legislação seja alterada para mitigar esses impactos, o valor será reavaliado e a diferença restituída aos responsáveis.
Outras escolas adotam estratégias distintas. O Colégio Santo Inácio, também no Rio, fixou o reajuste em 7,8%, optando por adiar projetos de expansão para absorver parte do impacto financeiro. Em São Paulo, o Colégio Bandeirantes prevê aumentos entre 6,72% e 10,04%, oferecendo parcelamento e descontos para pagamentos antecipados como forma de aliviar a carga sobre as famílias.
Especialistas, como o economista André Braz, da FGV, recomendam que os pais busquem negociação direta com as administrações escolares. O histórico acadêmico do aluno e a matrícula de mais de um filho na mesma instituição são apontados como argumentos válidos para pleitear abatimentos nos valores anunciados.
Em resumo
- Mensalidades escolares para 2027 devem subir entre 7% e 10%, superando a inflação prevista.
- O fim da escala 6x1 é um dos principais motores de alta, elevando custos com o Descanso Semanal Remunerado (DSR) de professores.
- Escolas buscam recompor margens de lucro pressionadas desde a pandemia.
- Instituições oferecem descontos para pagamentos antecipados e rematrículas precoces como alternativa para as famílias.
Fonte: Brasil 247

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