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Brasil desbanca EUA e se torna o país favorito dos argentinos, aponta estudo da UBA

Pesquisa da Universidade de Buenos Aires revela que o Brasil superou os Estados Unidos na preferência dos argentinos, desafiando a política externa de Javier Milei.

Foto: Donald Trump e Javier Milei na Casa Branca (Divulgação) · Original e licença

O Brasil consolidou sua posição como o país com o qual os argentinos mais desejam manter relações, superando os Estados Unidos pela primeira vez desde o início da série histórica em 2023. Segundo levantamento do Pulsar, observatório da Universidade de Buenos Aires (UBA), 22% dos entrevistados apontam o Brasil como parceiro preferencial, enquanto a preferência pelos estadunidenses recuou para 15%.

O resultado, que integra a série Creencias Sociales 2026, marca uma mudança significativa no cenário regional. Enquanto o Brasil saltou de 19% para 22% na preferência popular em um ano, os Estados Unidos sofreram uma queda expressiva de 14 pontos percentuais, saindo de 29% em 2025 para os atuais 15%. A pesquisa foi realizada entre 27 de maio e 10 de junho de 2026, com 1.252 pessoas.

O distanciamento entre a opinião pública e a agenda do governo de Javier Milei, que prioriza uma aliança estreita com Washington, fica evidente nos números. Além da preferência por parcerias, o Brasil também lidera como o modelo de país que os argentinos desejam seguir, alcançando 17% das respostas, um crescimento de oito pontos em relação ao ano anterior.

A imagem dos Estados Unidos na Argentina também registrou uma deterioração acentuada. A avaliação positiva do país caiu de 59% para 34% em apenas um ano. Entre os eleitores peronistas e do Juntos por el Cambio, o Brasil mantém a liderança, enquanto o apoio aos Estados Unidos permanece mais concentrado entre os simpatizantes do partido de Milei, o La Libertad Avanza.

Em resumo

  • O Brasil é agora o parceiro preferencial de 22% dos argentinos, superando os 15% dos Estados Unidos.
  • A preferência dos argentinos pelo modelo brasileiro saltou de 9% em 2025 para 17% em 2026.
  • A avaliação positiva dos Estados Unidos na Argentina despencou 25 pontos percentuais em um ano.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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