Política · Economia

Lula fala à nação: união, críticas aos juros e foco no desenvolvimento

Em pronunciamento neste domingo, o presidente Lula defende a estabilidade econômica e o combate à desigualdade, enquanto prepara agenda internacional e define os rumos da equipe ministerial.

Foto: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupa o rádio e a televisão neste domingo (8), às 20h30, para uma mensagem de sete minutos e quarenta e quatro segundos voltada à pacificação do país. Após o pleito de 25 de outubro, o mandatário busca consolidar a ideia de que o período de disputa eleitoral ficou para trás, agradecendo aos mais de 64 milhões de brasileiros que participaram do processo democrático, com menção especial à mobilização de jovens e idosos.

No campo econômico, o discurso reforça a manutenção dos programas sociais e o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Contudo, o presidente aproveitou a oportunidade para manifestar seu descontentamento com a recente decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Lula argumenta que o controle fiscal não pode servir de pretexto para o desmonte de políticas voltadas à redução das desigualdades sociais.

O governo trabalha na elaboração de estratégias para estabilizar a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto, cujas propostas devem ser apresentadas na segunda metade de novembro. Antes disso, o chefe do Executivo cumpre compromissos no exterior, com passagens confirmadas pelo território turco para a COP31 e pelo solo filipino para participar do encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

Quanto à montagem do ministério para o próximo mandato, a definição do titular da Fazenda permanece para meados de dezembro. Nos bastidores, o presidente tem avaliado nomes como o de Dario Durigan, do governador piauiense Rafael Fonteles e do vice-presidente Geraldo Alckmin para assumir a pasta.

Em resumo: - Lula faz pronunciamento nacional às 20h30 deste domingo focando em união e economia. - O presidente critica a manutenção da taxa Selic em 13,75% pelo Banco Central. - O governo reafirma o compromisso com o equilíbrio fiscal sem sacrificar programas sociais. - A definição do novo ministro da Fazenda está prevista para meados de dezembro.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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