Itaipu Paraguai trava batalha judicial para reaver R$ 1 bilhão preso em banco suspenso
A margem paraguaia da Itaipu Binacional busca recuperar recursos retidos no Ueno Bank após intervenção do Banco Central do Paraguai.

Foto: Usina hidrelétrica de Itaipu. Foto: Reprodução · Original e licença
A margem paraguaia da Itaipu Binacional acionou a Justiça para tentar recuperar cerca de R$ 1 bilhão que estavam depositados no Ueno Bank. A instituição financeira teve suas operações suspensas pelo Banco Central do Paraguai na última terça-feira (3), deixando diversos clientes, incluindo a estatal, sem acesso aos valores.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, a administração paraguaia da hidrelétrica mantinha no banco US$ 163,8 milhões e 115,2 bilhões de guaranis. O montante total, que supera a marca de R$ 1 bilhão, era destinado a compromissos contratuais e convênios da empresa. A margem paraguaia iniciou o relacionamento com o banco em janeiro de 2025, alegando que a escolha seguiu critérios de risco e aprovação da diretoria.
Em nota oficial, a administração brasileira da Itaipu esclareceu que não possui recursos depositados ou aplicados no Ueno Bank. A entidade reforçou que a produção e o fornecimento de energia seguem operando normalmente, sem qualquer impacto decorrente da crise bancária no país vizinho.
O Banco Central do Paraguai determinou a suspensão das atividades do banco após detectar fragilidades na saúde financeira da instituição. A Itaipu informou que acompanha os trâmites legais para a devolução do dinheiro, mas ainda não estabeleceu um prazo para o retorno dos valores. O montante retido representa 7,6% das remessas recebidas do Brasil entre 2024 e 2026.
Em resumo
- A margem paraguaia da Itaipu busca recuperar R$ 1 bilhão retidos no Ueno Bank após suspensão bancária.
- A administração brasileira da hidrelétrica confirmou que não possui recursos na instituição afetada.
- O Banco Central do Paraguai bloqueou o acesso aos depósitos devido a problemas financeiros do banco.
- A Itaipu não informou prazos para a recuperação dos valores.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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