STF respira com derrota de Flávio Bolsonaro, mas mantém alerta ligado para o Senado
Após a reeleição de Lula, ministros do Supremo monitoram a disputa pela presidência do Senado, temendo que a bancada bolsonarista mantenha a pressão por processos de impeachment.

Foto: Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes durante evento em Brasília, em 2025. Foto: Reprodução · Original e licença
A reeleição do presidente Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial trouxeram um alívio imediato aos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, magistrados avaliam que a permanência do campo progressista no Palácio do Planalto reduz o risco de rupturas institucionais, embora o clima na Corte ainda seja de cautela absoluta diante da nova composição do Congresso.
O foco do tribunal agora se volta para fevereiro de 2027, quando ocorrerá a eleição para a presidência do Senado. É o ocupante desse cargo quem detém a chave para dar seguimento ou engavetar pedidos de impeachment contra ministros. Para que um processo de afastamento avance, são necessários 54 votos, e a ala bolsonarista eleita em 2026 promete manter o tema na pauta.
A possível recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é vista por ministros como um fator de estabilidade. Alcolumbre, que conta com o apoio do governo Lula e de setores do centrão, tem histórico de resistência às pressões pelo afastamento de magistrados. Contudo, a disputa segue aberta, com as candidaturas de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) no páreo.
Ao lançar sua candidatura, Marinho afirmou que não pautará sua gestão pelo impeachment, mas ressaltou que não será omisso caso identifique crimes de responsabilidade. Além da disputa legislativa, o STF acompanha de perto as investigações sobre o Banco Master. O presidente da Corte, Edson Fachin, cobrou da Polícia Federal o envio de todas as menções a ministros encontradas no material apreendido com o banqueiro Daniel Vorcaro, com previsão de entrega apenas para o próximo ano.
Em resumo
- A derrota de Flávio Bolsonaro aliviou tensões imediatas, mas o STF mantém cautela com a oposição no Senado.
- A eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2027 é considerada o próximo teste crítico para a estabilidade da Corte.
- Davi Alcolumbre é visto como um nome de distensionamento, enquanto Rogério Marinho e Tereza Cristina representam a concorrência.
- O ministro Edson Fachin aguarda relatórios da PF sobre o caso Banco Master para verificar possíveis citações a integrantes do tribunal.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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