Planalto descarta contestar resultado eleitoral mesmo com restrições da Meta
Governo federal mantém postura institucional diante de interferências da Meta, enquanto TSE determina correção de alcance para a campanha de Lula.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
Mesmo diante das restrições impostas pela Meta às contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto não pretende utilizar o episódio para contestar um eventual resultado desfavorável no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Segundo fontes palacianas, o governo entende que não há como estabelecer uma correlação direta entre as limitações técnicas da plataforma e o resultado das urnas.
A avaliação interna é de que seria precipitado criar teorias sobre possíveis orientações externas à empresa de Mark Zuckerberg. O foco do governo permanece na disputa eleitoral, que segue acirrada após o primeiro turno, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcançou 47,03% dos votos, contra 45,16% do atual presidente.
Paralelamente, a campanha de Lula obteve uma vitória jurídica relevante no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Marco Aurélio Bellizze concedeu uma tutela de urgência obrigando a Meta a corrigir distorções que prejudicaram a visibilidade da candidatura. A decisão determina o fim de restrições sem critérios claros e exige que a big tech reponha o alcance que, conforme admitido pela própria plataforma, foi suprimido por falhas técnicas.
Fonte: Brasil 247

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