Como na máfia, Bolsonaro mandará porteiro conversar com PF de Moro para explicar depoimento

Portal Plantão Brasil
30/10/2019 09:09

Como na máfia, Bolsonaro mandará porteiro conversar com PF de Moro para explicar depoimento

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2588 visitas - Fonte: Uol

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje estar conversando com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que o porteiro de condomínio onde mantém residência no Rio de Janeiro possa ser ouvido novamente em depoimento na investigação que apura a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), mas pela Polícia Federal.







"O porteiro ou se equivocou ou não leu o que assinou. Pode o delegado [da Polícia Civil] ter escrito o que bem entendeu e o porteiro, uma pessoa humilde, né, acabou assinando embaixo. Isso pode ter acontecido. Estou conversando com o ministro da Justiça, o que pode ser feito para a gente tomar, para a polícia pegar o depoimento novamente. O depoimento agora desse porteiro pela PF", declarou.







Reportagem da TV Globo relata que o porteiro do condomínio onde Bolsonaro mantém residência no Rio de Janeiro afirmou que o suspeito de matar a vereadora Marielle Franco pediu para ir à casa do presidente no dia do crime. O condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa, é o mesmo onde vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil como o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson.



Bolsonaro disse ainda estar "aguardando a TV Globo ter a dignidade" de o convidar para uma entrevista ao vivo no "Jornal Nacional", principal telejornal da emissora, a fim de esclarecer menção a seu nome na investigação que apura a morte de Marielle em março de 2018.



"Aguardo a TV Globo me convidar para o horário nobre do ’Jornal Nacional’ falar sobre o caso Marielle no conjunto onde eu moro", declarou, ao sair do hotel em Riad, capital da Arábia Saudita, onde está hospedado.







O porteiro do condomínio onde morava Bolsonaro à época disse em depoimento que alguém com a voz dele autorizou a entrada de um dos suspeitos da morte da vereadora no dia do crime. Bolsonaro, no entanto, neste dia estava na Câmara dos Deputados, segundo registro de presença da Casa.



Minutos após a divulgação da matéria no Brasil e na madrugada de Riad, seis horas à frente do horário de Brasília, Bolsonaro fez a transmissão ao vivo nas redes sociais. Ele mostrou grande indignação com o conteúdo da reportagem, atacou a imprensa e disse que está disponível para ser ouvido no processo. O presidente afirmou que conseguiu dormir apenas uma hora nesta noite.











Hoje, ele chamou a reportagem de mentirosa e disse que foi produzida com o objetivo de "prejudicar os negócios do Brasil" enquanto viaja pela Ásia e pelo Oriente Médio.



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