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O MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União) pediu hoje o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do diretor de proteção ambiental do Ibama, Olímpio Ferreira Magalhães. Os dois são alvos de um pedido de investigação no TCU por suposta "ingerência indevida" em uma licitação do Ibama, em agosto do ano passado, para definir o fornecedor dos helicópteros usados pelo órgão.
O pedido de investigação é assinado por Lucas Furtado, subprocurador-geral do MPTCU. Em uma representação ao tribunal, ele afirmou ver indícios de "ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico e infração à norma legal, com potencial de acarretar dano ao erário" na contratação das aeronaves. A suspeita do TCU é que as mudanças favoreceram a empresa Helisul Taxi Aéreo, atual detentora do contrato.
Esta não é a primeira vez que Furtado tenta obter junto ao TCU o afastamento de Salles. Em abril, o procurador fez o mesmo pedido com base na notícia-crime apresentada contra Salles no STF (Superior Tribunal Federal) pelo delegado Alexandre Saraiva, da PF (Polícia Federal). Saraiva acusou Salles de proteger madeireiros alvos de uma operação da PF no Pará.
A relatora deste caso no Supremo é a ministra Cármen Lúcia. O ministro do Meio Ambiente responde, ainda, a outro inquérito no STF, sob condução do ministro Alexandre de Moraes, pela suspeita de ter afrouxado as normas de fiscalização da exportação de madeira no país. Nesta investigação, Moraes chegou a consultar a PGR (Procuradoria-geral de República) sobre a possível prisão de Salles, mas a PGR foi contra.
O UOL procurou o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, por meio de suas assessorias, e aguarda esclarecimentos. A reportagem também busca contato com a empresa Helisul Taxi Aéreo.
Matéria em atualização
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