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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma crítica contundente ao rumo da política internacional e ao unilateralismo dos Estados Unidos durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador. Ao se referir à proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, de criar um “conselho de paz” para a Faixa de Gaza, Lula alertou para o esfacelamento da ordem multilateral e a ascensão da lógica da força. “Estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. Prevalece a lei do mais forte, a Carta da ONU está sendo rasgada”, declarou, em um diagnóstico sombrio sobre o cenário global.
Lula foi direto ao ponto ao analisar a iniciativa de Trump, interpretando-a não como um esforço genuíno de paz, mas como uma manobra para substituir as Nações Unidas por um organismo controlado por uma única potência. “Ao invés de discutir sua reforma, o que está acontecendo? Trump propõe uma nova ONU em que ele sozinho é dono”, disparou o presidente brasileiro. A fala reflete a posição histórica do Brasil em defesa de um multilateralismo democrático e reformado, em contraposição a soluções impostas de forma hegemônica.
O discurso de Lula também conectou a crise das instituições internacionais com a fragilidade política interna de muitos países. “Precisamos ter encontro da fragilidade política dos partidos no mundo hoje”, afirmou, defendendo maior articulação entre as forças progressistas globais para enfrentar o que chamou de momento crítico. A crítica à proposta de Trump sobre Gaza, portanto, vai além do conflito específico no Oriente Médio; é um posicionamento estratégico contra a erosão do sistema de cooperação internacional e um aviso sobre os riscos de um mundo onde o diálogo é substituído pelo diktat das grandes potências.
Com informações do Brasil247
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