290 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não deixou sem resposta as tentativas desesperadas do senador Flávio Bolsonaro de inverter a realidade sobre o escândalo do Banco Master. Após o filho do ex-presidente anunciar que buscaria incluir Haddad e Gabriel Galípolo em uma CPI, o ministro foi enfático: as fraudes bilionárias não apenas ocorreram, como foram ativamente promovidas durante a gestão de Jair Bolsonaro. Haddad sugeriu que o país saberá muito em breve "debaixo do nariz de quem" a roubalheira correu solta, apontando diretamente para a negligência — ou conivência — da equipe econômica anterior.
A ofensiva de Flávio Bolsonaro é vista como uma cortina de fumaça para proteger Daniel Vorcaro, o banqueiro preso que é aliado de primeira hora do bolsonarismo. Ao tentar empurrar a responsabilidade para o atual governo, o senador ignora os fatos levantados pela Polícia Federal, que mostram que o grosso das irregularidades floresceu enquanto Roberto Campos Neto, indicado por seu pai, comandava o Banco Central. A estratégia do clã Bolsonaro segue o roteiro de sempre: atacar as instituições e os adversários para desviar o foco de investigações que chegam cada vez mais perto de seus financiadores.
Flávio Bolsonaro tem usado suas redes sociais para inflamar sua base, prometendo CPIs contra ministros do STF como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de tentar emplacar pedidos de impeachment. No entanto, o parlamentar parece esquecer que as suspeitas de "pura camaradagem" e uso de artifícios contábeis para ocultar a real situação financeira do Banco Master são heranças diretas do período em que sua família detinha o poder. O desespero em ampliar o escopo da investigação para incluir Galípolo e Haddad soa como uma tentativa de paralisar o Banco Central e o Ministério da Fazenda com intrigas políticas.
A Polícia Federal investiga um rombo que envolve o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master em transações que, segundo auditorias do TCU, foram desprovidas de comprovação financeira. Haddad, em nota oficial, reforçou que a verdade sobre quem permitiu e incentivou o crescimento desse conglomerado suspeito virá à tona com o avanço dos inquéritos. Enquanto o governo Lula trabalha para sanear o sistema financeiro e garantir a transparência, a oposição bolsonarista se agarra a narrativas falsas para tentar sobreviver politicamente ao cerco judicial que se fecha contra seus aliados.
O embate revela o medo do clã Bolsonaro de que a "caixa-preta" das negociações bancárias de 2019 a 2022 seja totalmente aberta. Ao mencionar que as fraudes foram "promovidas", Haddad eleva o tom e coloca a gestão de Campos Neto sob os holofotes, sugerindo que o órgão regulador falhou miseravelmente ou fechou os olhos para o que acontecia. Para o governo, o movimento de Flávio não passa de uma "bala de festim" de quem sabe que as digitais do bolsonarismo estão espalhadas por cada contrato fraudulento investigado pela Operação Compliance Zero.
A resposta altiva de Haddad consolida a postura do governo de não aceitar provocações de quem responde por rachadinhas e tem laços estreitos com milícias e agora com banqueiros sob custódia. O foco permanece na recuperação da economia brasileira, mas sem deixar de enfrentar as mentiras de uma oposição que prefere o caos à justiça. O recado está dado: a investigação sobre o Banco Master vai mostrar ao Brasil quem realmente governou de braços dados com o crime financeiro e quem está limpando a sujeira deixada para trás.
Com informações da Fórum
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