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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota nesta segunda-feira (3) desmentindo uma fake news sobre a compra de arroz importado para abastecer o mercado interno após a tragédia climática no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão.
"Peças de desinformação repercutem a tese inverídica de que o arroz seria importado com agrotóxicos proibidos no Brasil. Desde que foi anunciada para combater a especulação do preço do produto no país, a importação do grão tem sido alvo de narrativas falsas que questionam a qualidade de um produto que sequer foi adquirido ainda", diz o ministério. O edital do leilão de compra determina que o produto será analisado por lote de produção e, caso não se enquadre nos padrões e especificações de qualidade da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será recusado.
A nota afirma ainda que "a presença de substâncias nocivas à saúde, conforme previsto no Artigo 13 do referido normativo, como resíduos de agrotóxicos que não estejam de acordo com a legislação brasileira, é um fator desclassificante e observado antes da internalização do produto". Se a carga for considerada imprópria para o consumo, ela é "destinada à destruição ou rechaçada".
As fake news sobre o arroz importado não são novas. A postagem de mentiras relacionadas à presença de agrotóxicos proibidos é apenas uma das várias desinformações que circulam nas redes sociais, especialmente no WhatsApp. O governo federal autorizou a Conab a comprar até um milhão de toneladas do grão para assegurar o abastecimento alimentar em todo o território nacional.
Outra narrativa mentirosa, citando o Paquistão como origem de produto supostamente contaminado, voltou à tona após o anúncio da importação. Conforme matéria do UOL, esse conteúdo já foi desmentido por agências de checagem e órgãos governamentais de outros países, como Espanha, Colômbia e El Salvador.
Além disso, houve boatos sobre um suposto "arroz de plástico". O Aviso de Compra Pública divulgado pela Conab especifica claramente a aquisição de "arroz beneficiado, polido, longo fino, Tipo 1, safra 2023/2024". A Associação Brasileira das Indústrias de Arroz também desmentiu o boato, afirmando que o Brasil não vai importar arroz da China, menos ainda "arroz artificial".
Com informações da Fórum
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