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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, informou nesta terça-feira (11) que a corporação está recebendo cooperação internacional da Argentina na busca por investigados e condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Estima-se que muitos dos cerca de 180 foragidos tenham buscado refúgio no país vizinho.
Além da Argentina, as autoridades acreditam que alguns foragidos tenham entrado no Uruguai e no Paraguai por vias terrestres. Até a última segunda-feira, 29 indivíduos já tiveram seus nomes incluídos na rede de capturas da Comunidade de Polícias das Américas (Ameripol).
A Polícia Federal está focada na identificação dos destinos desses foragidos para posteriormente encaminhar uma lista ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em seguida, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça solicitará a prisão e extradição do grupo.
As investigações revelam que os indivíduos deixaram o Brasil pela fronteira, seja a pé ou de carro, alegando perseguição política para pedir refúgio à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) na Argentina. Ao solicitarem refúgio, os foragidos visavam obter permanência provisória no país, incluindo autorização para moradia, trabalho, estudo e acesso a serviços públicos, como saúde.
O Consulado do Brasil em Buenos Aires informou não haver registro de brasileiros buscando assistência relacionada a refúgio ou asilo político, ressaltando que tais temas não são de competência consular.
Na quinta-feira (6), a PF deflagrou uma megaoperação no âmbito da operação Lesa Pátria, visando capturar 208 condenados ou investigados pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Até o final da noite, o balanço indicava 49 prisões em 18 estados e no Distrito Federal, com 159 indivíduos ainda sendo procurados.
Com informações do jornal O Globo
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