Nesta terça-feira (11), o ministro da Secretaria Especial de Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, foi convocado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e levou um panfleto com uma lista de notícias falsas sobre as enchentes no estado. Vestindo uma jaqueta da Defesa Civil, Pimenta foi criticado pelo deputado bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES), que chamou suas vestes de ridículas.
Pimenta rebateu a crítica, acusando o deputado de ser uma “vergonha para a Casa, o estado e o país”. Gilvan é conhecido por andar pelo Congresso com uma bandeira do Brasil pendurada nos ombros. “Eu vim aqui como uma homenagem aos trabalhadores da Defesa Civil nacional, estadual e dos municípios. Eu vim aqui como uma homenagem aos bombeiros, aos voluntários, às pessoas que deram sua vida para salvar vidas”, afirmou Pimenta.
O ministro lamentou o comentário do deputado sobre sua vestimenta: “Eu lamento chegar no Parlamento e ouvir alguém dizer: ‘Essa jaqueta é patética, é uma vergonha para o Brasil o senhor usar essa jaqueta’. Deputado, eu teria vergonha de dizer o que o senhor disse, o senhor é uma vergonha para essa Casa, para o seu estado e para o Brasil”.
Mas rapazzz... o deputado que anda com uma bandeira no ombro levou uma invertida e tentou desconversar... mas olha o VAR ??
Gilvan da Federal fez outra crítica ao ministro, acusando-o de práticas de corrupção. Em resposta, Pimenta citou o caso de suspeita de acúmulo de salário de assessores envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete de Flávio quando este era deputado estadual, no famoso caso das rachadinhas. “O senhor está me confundindo, eu não sou o senador Flávio Bolsonaro, que faz rachadinha. O senhor olhou para mim e lembrou dele, está do lado do irmão dele (Eduardo Bolsonaro). Rachadinha não sou eu que faço, Queiroz não sou eu que faço”, disse Pimenta.
Durante a sessão, Pimenta também abordou a questão das fake news relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul, lamentando que essas desinformações desviem o foco da mitigação da crise. Ele listou várias notícias falsas que circularam, como a suposta estocagem de doações em Passo Fundo, a alegação de eutanásia de animais para reduzir a superlotação de abrigos e a falsa informação de que aeronaves particulares foram proibidas de abastecer na academia da Polícia Militar. “A ação criminosa da desinformação e das fake news foi um capítulo lamentável nesse momento tão importante na vida do nosso estado, do nosso país. Em absoluto isso tira nossa energia e nosso foco, só lamento”, declarou Pimenta.
A sessão da CCJ, presidida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), contou com a participação de vários membros do PT, incluindo a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT), também estiveram presentes.
Com informações do DCM
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