84 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A tensão no Oriente Médio voltou ao centro das atenções mundiais. O comando militar do Irã emitiu um alerta severo neste sábado (2), afirmando que a retomada da guerra contra os Estados Unidos é não apenas possível, mas "provável", após o presidente americano Donald Trump rejeitar terminantemente a mais recente proposta de paz apresentada por Teerã. De acordo com reportagem da Al Jazeera, os iranianos já colocaram suas forças em estado de prontidão máxima para responder a qualquer nova ação belicista de Washington. A trégua, que estava em vigor desde 8 de abril e trouxe um breve alívio após os bombardeios de fevereiro, corre sério risco de colapso. A rejeição de Trump ocorre justamente no momento em que as negociações mediadas pelo Paquistão, em Islamabad, já mostravam enorme fragilidade, tendo fracassado até mesmo em estabelecer uma base mínima para o diálogo após mais de 21 horas de conversas infrutíferas.
O grande entrave para a paz, segundo analistas internacionais, continua sendo a postura expansionista e a retórica ameaçadora dos Estados Unidos. Washington acusa o Irã de usar o Estreito de Ormuz por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo do mundo como instrumento de pressão, enquanto simultaneamente mantém um bloqueio naval criminoso contra os portos iranianos. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reafirmou que seu país está aberto ao diálogo, mas deixou claro que não aceitará imposições enquanto a "retórica ameaçadora" de Trump não for abandonada. Do outro lado, o magnata republicano insiste em condições draconianas para qualquer acordo, incluindo a desistência total do programa nuclear iraniano que Teerã jura ter finalidade meramente civil. A população americana, no entanto, já demonstra claro cansaço dessa política: uma pesquisa citada pela Al Jazeera revela que 61% dos norte-americanos consideram que o uso da força militar contra o Irã foi um erro grave.
A situação é ainda mais explosiva porque o conflito não se restringe ao duelo direto entre EUA e Irã. A reportagem da Al Jazeera, assinada por Lorraine Mallinder e Mariamne Everett, destaca que o cenário militar continua instável em outras frentes regionais. Apenas no último dia 1º de maio, ataques israelenses no sul do Líbano deixaram mortos, e imagens de satélite mostram fumaça subindo sobre a cidade de Habboush após novos bombardeios. Este cenário caótico prova que a política belicista de Trump não apenas reacende a guerra contra o Irã, mas também alimenta conflitos paralelos em países vizinhos. Enquanto o presidente americano diz publicamente que "talvez seja melhor não fazer um acordo" com os iranianos, o mundo inteiro fica refém do risco iminente de uma nova explosão no Estreito de Ormuz, que levaria a um choque nos preços dos combustíveis e a uma crise humanitária de proporções gigantescas.
Com informações da Al Jazeera
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