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O governo do Irã endureceu publicamente sua postura diplomática e declarou que não fará nenhum tipo de concessão nas negociações indiretas mediadas pelo Paquistão com os Estados Unidos. A manifestação de intransigência ocorreu em Teerã durante reuniões de alto nível entre as principais autoridades iranianas e o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, sublinhou que a Casa Branca carece inteiramente de credibilidade para figurar como uma contraparte confiável na busca pelo fim das hostilidades, sinalizando que o regime persa não abrirá mão de seus chamados direitos nacionais.
O pano de fundo das conversações é um cessar-fogo altamente instável obtido após semanas de conflito armado direto na região. A maior consequência econômica e logística dos confrontos foi o fechamento quase completo do Estreito de Ormuz para a circulação de navios mercantes e petroleiros, o que segue estrangulando os mercados globais de insumos energéticos. Apesar da enorme pressão internacional pelo restabelecimento da livre navegação na zona que separa o Golfo Pérsico do Golfo de Omã, Teerã insiste que as tratativas geopolíticas devem tomar como base única um documento rígido de catorze pontos elaborado pela chancelaria iraniana.
"Se os Estados Unidos tolamente reiniciarem a guerra, as consequências serão mais contundentes e amargas do que no início do conflito." — Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã
A missão diplomática do Paquistão, capitaneada por seu chefe militar, incluiu encontros diretos com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. Nos bastidores, o diagnóstico é de que o abismo que separa as pretensões americanas das exigências persas continua profundo. Embora o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tenha indicado a ocorrência de pequenos acenos na direção de um entendimento de paz, o Irã aproveitou o período de trégua nos combates para reestruturar e rearmar suas capacidades bélicas, preservando intactos seus estoques de urânio enriquecido em níveis quase militares e suas redes de mísseis e drones.
Com informações do Brasil247
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