157 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A extrema-direita brasileira deixou cair de vez a máscara do respeito e escancarou seu profundo preconceito contra as mulheres. Em uma transmissão ao vivo, o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo disparou ataques misóginos generalizados ao afirmar que as mulheres votam estatisticamente muito mal, direcionando sua fúria preconceituosa especialmente contra as mulheres solteiras. O surto verbal do influenciador de extrema-direita ocorreu em meio ao desespero que assombra o comitê de campanha do senador Flávio Bolsonaro, que assiste ao seu próprio derretimento nas pesquisas de intenção de voto devido à imensa rejeição que enfrenta justamente entre o eleitorado feminino.
O estopim para a reação violenta do blogueiro foi a exposição pública da crise na família Bolsonaro, agravada após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gravar um vídeo relatando ter sido humilhada pelo enteado. Figueiredo, que é neto do último ditador do regime militar, João Figueiredo, ironizou a postura da presidente do PL Mulher e a acusou de sabotar a estratégia eleitoral do parlamentar. Em tom de deboche, o ativista que reside nos Estados Unidos culpou Michelle por expor as entranhas da ala conservadora no exato momento em que o clã tenta forjar um programa de governo voltado ao empreendedorismo feminino para mascarar seu histórico de ataques aos direitos das mulheres.
Sem apresentar qualquer estudo científico ou dado oficial que sustentasse suas ofensas, o extremista destilou comentários vulgares e machistas contra a autonomia política das cidadãs brasileiras. Em suas declarações, o blogueiro alegou que as mulheres casadas apenas acompanham o voto de seus maridos, enquanto as solteiras e as feministas seriam responsáveis por escolhas políticas erradas. O ataque grosseiro reflete o pânico ideológico de um setor que não aceita a emancipação feminina e a liberdade de escolha das trabalhadoras, que hoje ocupam papel central nas decisões soberanas do país.
As ofensas proferidas pelo aliado do clã Bolsonaro tentam normalizar a enorme resistência que os candidatos da direita enfrentam no segmento. O empresário tentou atenuar o fracasso do filho de Jair Bolsonaro comparando o cenário brasileiro com as eleições presidenciais norte-americanas, sob o pretexto de que o conservadorismo sempre enfrenta barreiras com as mulheres. Contudo, as agressões verbais apenas aprofundam o isolamento de Flávio Bolsonaro, afastando ainda mais o voto moderado e consolidando a percepção popular de que a oposição promove uma agenda de opressão de gênero.
Enquanto a base aliada do bolsonarismo apela para a baixaria nas redes sociais, o presidente Lula consolida seu amplo favoritismo entre as eleitoras de todas as regiões do país. Pesquisas recentes de institutos de grande credibilidade, como o Datafolha, apontam que em um cenário de segundo turno o atual presidente atinge a marca de cinquenta e dois por cento das intenções de voto entre as mulheres, abrindo uma vantagem esmagadora contra os trinta e sete por cento do senador do PL. A força do campo progressista entre o eleitorado feminino é o reflexo direto de políticas públicas de valorização salarial, proteção à maternidade e combate real à violência doméstica promovidas pelo governo federal.
Com informações do Brasil247
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