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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, realiza nesta segunda-feira uma reunião com cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil. O objetivo principal do encontro é apresentar a defesa das urnas eletrônicas e discutir as diretrizes para a contenção do uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. A representação diplomática dos Estados Unidos, atualmente chefiada interinamente pela encarregada de negócios Kimberly Kelli, confirmou o envio de um integrante à audiência.
Durante a reunião, o presidente da Corte deve reforçar a confiabilidade do sistema eletrônico de votação, reafirmando posicionamento já transmitido a diplomadas em ocasiões anteriores. Ao convocar o grupo internacional, o tribunal definiu formalmente a urna eletrônica como um patrimônio do povo brasileiro. A mobilização institucional ocorre no contexto de manifestações e questionamentos recentes dirigidos ao funcionamento do sistema eleitoral por parte do senador Flávio Bolsonaro.
Além da segurança dos equipamentos, a pauta abrange o detalhamento de planos de contingência contra o disparo em massa de desinformação e o uso de deepfakes. A Corte Eleitoral busca consolidar nos próximos dias um entendimento jurisprudencial sobre a proibição de conteúdos manipulados por inteligência artificial. O processo em julgamento envolve a criação de um vídeo gerado por tecnologia que simula o ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
No âmbito das relações diplomáticas com os Estados Unidos, a embaixada estadunidense buscou interlocução com o setor internacional do tribunal para agendar visita de integrantes do governo. Anteriormente, representantes da equipe diplomática estadunidense, como o conselheiro político adjunto Ray R. Sudweeks, o primeiro-secretário Sean R. Smith e a especialista política Daniela Mota, compareceram a agendas na Corte. Houve ainda o indeferimento, por parte do Ministério das Relações Exteriores, de vistos para dois funcionários estadunidenses que pretendiam abordar a temática da liberdade de expressão na eleição.
Em paralelo, o Tribunal Superior Eleitoral deu início às tratativas para a organização de missões internacionais de observação para o pleito de 2026. A intenção é convidar entidades e organismos multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, o Parlamento do Mercosul, a União Interamericana de Organismos Eleitorais, a Liga dos Estados Árabes e a rede eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, além de ter recebido representantes da ONU e de Cuba.
Com informações do DCM
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