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Em uma demonstração clara de suas prioridades de classe, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, interrompeu suas agendas eleitorais para cumprir uma missão na capital federal: articular o bloqueio ao fim da escala 6x1. Em Brasília, o herdeiro do bolsonarismo atua nos bastidores para enterrar a proposta de redução da jornada defendida pelo governo Lula, que visa garantir dignidade e descanso às famílias trabalhadoras. Sob o cínico pretexto de "liberdade de negociação", a extrema-direita tenta perpetuar um modelo de exploração que massacra a classe trabalhadora e atende exclusivamente aos interesses patronais.
A manobra da oposição escancara o total descompromisso da direita com os anseios populares. Dados da recente pesquisa Quaest revelam que esmagadores 69% da população apoiam o fim da jornada de seis dias de trabalho por apenas um de folga. Mesmo ciente de que a ampla maioria do país exige mais qualidade de vida e saúde mental, Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) recorrem a artimanhas burocráticas e chicanas regimentais no Senado para atrasar a votação e inviabilizar a conquista histórica dos trabalhadores durante o esforço concentrado.
A movimentação no Congresso desenha com clareza o abismo entre os dois projetos políticos em jogo. Enquanto o presidente Lula lidera uma agenda de restauração de direitos, humanização do trabalho e bem-estar social, a candidatura do PL reafirma sua agenda de precarização, arrocho e submissão à elite econômica. Ao trocar a conversa com o povo para tramar nos gabinetes contra o tempo livre da classe trabalhadora, Flávio Bolsonaro escancara o caráter antipovo e ultra-liberal do seu projeto político.
Com informações do O Globo.
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