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As comemorações do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios ganharam um contorno de luta de classes e afirmação de direitos populares. Durante a programação oficial do desfile cívico-militar em Brasília, o público presente nas arquibancadas rompeu a solenidade institucional para entoar, em uníssono, o coro de “fim da 6x1”. A manifestação espontânea transformou a celebração da soberania nacional em uma demonstração direta de apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando que não há verdadeira independência enquanto a classe trabalhadora seguir submetida a jornadas exaustivas e degradantes.
A proposta defendida pelas ruas prevê a extinção do modelo que impõe seis dias contínuos de trabalho para apenas um de descanso, estabelecendo a redução da carga semanal sem qualquer corte na remuneração dos trabalhadores. Ao ocupar a Esplanada com pautas de direitos concretos, a população mandou um recado direto ao Congresso Nacional, onde a matéria aguarda deliberação no plenário do Senado Federal. O ato ganha peso estratégico em meio ao calendário legislativo, cuja votação está prevista para o período decisivo entre o primeiro e o segundo turno das eleições em outubro.
A pressão popular exercida em pleno 7 de Setembro expõe a centralidade da pauta trabalhista no debate político do país e empurra o Senado a se posicionar perante a maioria do eleitorado. Enquanto setores do patronato e da oposição reacionária operam nos bastidores para atrasar ou esvaziar o projeto, o povo nas ruas demonstra que a conquista de mais tempo livre, saúde e convivência familiar tornou-se uma exigência inadiável e uma das maiores bandeiras sociais do país.
Com informações do Brasil247
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