Abrasel se posiciona contra fim da escala 6x1 e defende flexibilização
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes critica PEC que propõe o fim da escala 6x1 e sugere que debate seja adiado para após o segundo turno.

Foto: Mesas e cadeiras de restaurante Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil · Original e licença
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) manifestou oposição formal à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho na escala 6x1. Em nota enviada à imprensa, a entidade argumenta que a mudança pode resultar em uma precarização imediata de serviços essenciais, citando como exemplos o funcionamento de restaurantes, hospitais, clínicas e escolas.
O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, classificou o fim do modelo atual como um possível "desastre socioeconômico", alertando para custos elevados que, segundo ele, ainda não foram devidamente dimensionados pela sociedade. A entidade defende que a votação da matéria seja adiada para depois do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro, permitindo um debate mais aprofundado sobre o tema.
Como alternativa, a Abrasel declarou apoio à chamada PEC do Trabalho Flexível. A proposta, que conta com o respaldo de senadores como Rogério Marinho (PL), Damares Alves (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL), prevê que o trabalhador possa optar entre o regime tradicional da CLT ou um formato baseado em horas trabalhadas.
A expectativa da associação é que o debate seja retomado apenas no próximo ano, com a nova composição do Congresso Nacional. "O que esperamos e acreditamos é que a PEC do Trabalho Flexível seja aprovada no início do ano que vem", afirmou Solmucci, defendendo que o modelo atenda aos interesses de empresários e trabalhadores.
Fonte: Brasil 247

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