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França em ebulição: onda de protestos contra custo de vida termina com centenas de prisões

Manifestações massivas tomam as ruas da França neste sábado, reunindo estudantes, trabalhadores e o movimento dos Coletes Amarelos contra a crise econômica e o governo Macron.

Foto: Confronto entre manifestantes e policiais em Paris Crédito: Jack Taylor/Reuters · Original e licença

A França viveu um sábado (17) de intensa agitação social, com uma onda de protestos que tomou diversas cidades do país. Até o momento, as autoridades confirmaram a prisão de pelo menos 272 pessoas em meio a confrontos, incêndios e atos de depredação. A mobilização, que reúne estudantes, trabalhadores e o movimento dos 'coletes amarelos', denuncia a escalada do custo de vida, a perda do poder de compra e a precarização dos serviços públicos.

Segundo dados da agência Reuters, mais de 32 mil pessoas participaram de atos fora de Paris até o meio-dia. A capital francesa foi palco de momentos de alta tensão, com a polícia utilizando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes nas proximidades da Avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, áreas que haviam sido bloqueadas pelas forças de segurança.

O Ministério do Interior francês relatou episódios de violência, incluindo ataques a agentes, saques e danos a prédios públicos. O governo, sob a gestão de Emmanuel Macron, atribuiu parte dos distúrbios a grupos de 'ultraesquerda'. Em Marselha, a sede da prefeitura foi alvo de depredações, enquanto em Lyon um incêndio atingiu uma agência de turismo, forçando o Executivo a enviar reforços policiais para conter a escalada dos conflitos.

A insatisfação popular, que começou com estudantes exigindo melhores condições de ensino e mais professores, ganhou corpo com a adesão de sindicatos e famílias afetadas pela crise econômica. A estudante Lola, de 19 anos, resumiu o sentimento das ruas: 'Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável'. A crise é agravada pelo aumento dos custos da dívida pública francesa, que atingiu níveis recordes, pressionando ainda mais a administração de Macron em seu segundo mandato.

Fonte: Brasil 247

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