Política

SUS inicia oferta de tratamentos oncológicos de ponta que custavam até R$ 366 mil

Governo federal amplia acesso a medicamentos de alta tecnologia e reforça rastreamento de câncer no SUS, beneficiando mais de 116 mil pacientes.

Foto: - Jamie via Flickr commons · Original e licença

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo decisivo na oncologia ao iniciar, nesta semana, a distribuição de nove medicamentos de alta tecnologia. A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde, contempla pacientes com tumores de mama, pulmão, próstata, rim e estômago, com a expectativa de atender mais de 116 mil pessoas. O plano do governo é chegar a 23 novos fármacos até dezembro, ampliando em 35% as opções terapêuticas na rede pública.

Entre os destaques está o abemaciclibe, voltado ao câncer de mama, cujo custo na rede privada pode chegar a R$ 366 mil. A lista também inclui o pazopanibe para câncer renal e a ampliação do trastuzumabe para casos de câncer de estômago. Embora alguns desses itens já tivessem sido incorporados ao SUS anteriormente, a efetiva chegada aos pacientes levou mais de uma década para ocorrer. O investimento inicial para esta fase é de R$ 155,4 milhões, com um impacto anual estimado em R$ 4 bilhões para o conjunto das 23 medicações.

A logística de distribuição começa por 20 centros especializados em 17 estados, com expansão nacional prevista para o fim do ano. Paralelamente, o Ministério da Saúde lançará, em novembro, o rastreamento do câncer colorretal com 400 mil testes de sangue oculto nas fezes, focados na faixa etária de 50 a 75 anos.

Para fortalecer a rede, o governo também anunciou o reajuste nos repasses aos serviços oncológicos. Os valores destinados a medicamentos intravenosos serão quadruplicados, enquanto os de uso oral terão o financiamento duplicado. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa reduzir filas e modernizar o atendimento oncológico em todo o território nacional.

Fonte: Revista Fórum

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