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Doador de R$ 2 milhões para campanha de Flávio Bolsonaro já foi alvo de investigações da PF

Levantamento resgata histórico de empresário do agronegócio que financiou campanha de Flávio Bolsonaro, incluindo descoberta de ossada em fazenda e operação contra contrabando.

Foto: Foto: Reprodução/TSE · Original e licença

O empresário Elói Vitório Marchett, um dos financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) com uma doação de R$ 2 milhões, possui um histórico de registros policiais que voltaram ao debate público. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Paulo Motoryn, na newsletter Noites Húngaras, o produtor rural esteve no centro de investigações da Polícia Federal em diferentes momentos nas últimas duas décadas.

Em 24 de novembro de 2003, agentes da PF localizaram uma ossada humana na Fazenda São Gabriel, de propriedade de Marchett, situada em Mato Grosso. A diligência ocorreu durante uma apuração sobre suspeitas de trabalho em condições análogas à escravidão, prática que não foi confirmada na ocasião. À época, a defesa do empresário alegou que o óbito poderia ter sido decorrente de um conflito entre funcionários, sem o conhecimento do proprietário. Não há, nos registros, evidências de condenação de Marchett relacionada a este episódio.

Anos mais tarde, em 2007, o empresário foi alvo da Operação Zaqueu, que investigou uma rede de contrabando na fronteira entre Brasil e Paraguai. Naquele período, a Justiça Federal chegou a decretar a prisão temporária de Marchett e determinou o bloqueio de R$ 1 milhão de suas contas, sob suspeita de envolvimento em crimes de contrabando e formação de quadrilha. A defesa, na época, argumentou pela revogação da prisão destacando que o empresário possuía residência fixa e família constituída.

Atualmente atuando nos setores de soja, sementes e transporte, Marchett realizou a doação de R$ 2 milhões à campanha de Flávio Bolsonaro por meio de duas transferências de R$ 1 milhão. O levantamento não aponta evidências de que a doação tenha origem ilícita, nem indica que o parlamentar tivesse conhecimento prévio sobre os episódios envolvendo o doador.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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