MP-SP aciona Justiça contra deputada eleita por ataques transfóbicos a Erika Hilton
Ministério Público pede indenização de R$ 100 mil e curso de letramento para Eduarda Campopiano após ofensas contra a deputada federal Erika Hilton.

Foto: A deputada estadual eleita Eduardo Campopiano (PL-SP). Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA · Original e licença
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) protocolou uma ação civil pública contra a vereadora de Praia Grande e deputada estadual eleita, Eduarda Campopiano (PL), exigindo uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos. A medida é uma resposta a ataques transfóbicos proferidos pela parlamentar contra a deputada federal Erika Hilton (Psol).
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a ação baseia-se em uma postagem feita por Campopiano logo após o primeiro turno das eleições. Ao comparar sua votação com a de Erika, a deputada eleita negou a identidade de gênero da parlamentar do Psol, referindo-se a ela como “um homem biológico”.
O promotor de Justiça de Direitos Humanos, Ricardo Manuel Castro, argumentou que a conduta da parlamentar extrapola o debate político legítimo. Para o órgão, a atitude configura “discriminação e violência política de gênero”. Além do pagamento da indenização, que seria revertido ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, o MP solicita que Campopiano realize uma retratação pública e comprove, em até um ano, a conclusão de um curso de letramento sobre inclusão social.
Erika Hilton, que foi reeleita para a Câmara dos Deputados, já havia classificado a eleição de sua adversária como uma “ameaça direta aos nossos direitos”. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de Eduarda Campopiano, a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, não havia se manifestado sobre o pedido do Ministério Público.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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