Em busca de votos, Flávio Bolsonaro tenta afastar imagem de intolerância com comunidade LGBTQIA+
Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro nega intenção de retirar direitos civis da população LGBTQIA+ e garante manutenção de casamentos e uniões estáveis.

Foto: Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
Em uma tentativa de ampliar sua base eleitoral, o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que não pretende interferir em direitos da população LGBTQIA+ caso seja eleito. Em conversa com o influenciador Rico Melquiades, o parlamentar buscou se distanciar de pautas de perseguição, focando seu discurso na segurança pública e na liberdade individual.
Ao ser questionado sobre a manutenção de conquistas legais, como o casamento civil, a união estável e o direito à herança, o candidato foi enfático ao assegurar que não promoverá retrocessos. "Pode ficar tranquilo. É consagrado o direito. O direito de união estável, pra dividir o patrimônio, pra deixar a herança. Isso aí ninguém mexe", declarou o senador.
O posicionamento de Flávio Bolsonaro ocorre em um cenário onde os direitos da comunidade LGBTQIA+ já estão consolidados juridicamente no Brasil. Desde 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, e, desde 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) veda a recusa de cartórios em celebrar casamentos homoafetivos.
Durante a entrevista, o candidato tentou minimizar preocupações sobre possíveis perseguições, classificando o tema como algo distante de sua agenda. Segundo ele, sua prioridade como eventual chefe do Executivo seria garantir a segurança dos cidadãos em suas escolhas privadas, sem interferir no modo de vida da população.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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