PF investiga esquema de advogado para apagar rastros de ligação com Flávio Bolsonaro
Documentos apreendidos pela Polícia Federal revelam que o advogado Willer Tomaz teria pago para remover links que associavam sua imagem ao senador Flávio Bolsonaro.

Foto: Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
Investigações da Polícia Federal apontam que o advogado Willer Tomaz teria contratado um serviço especializado para remover ou desindexar reportagens que citavam sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a apuração faz parte de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga ambos por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A PF encontrou no celular de Tomaz conversas com a empresa "Seu Nome Novo de Novo", especializada em gestão de reputação digital. Uma planilha apreendida pelos agentes detalha a remoção de 12 links, incluindo conteúdos que mencionavam a amizade entre o advogado e o parlamentar, além de reportagens sobre a presença de Flávio Bolsonaro em cassinos em Las Vegas.
Mensagens trocadas em outubro de 2025 indicam que o serviço custou R$ 9 mil. O interlocutor, não identificado pela PF, ofereceu um desconto após uma tentativa anterior de remoção ter falhado. O inquérito também apura se Tomaz controla a Rede Loto, casa de apostas que obteve autorização para operar no Rio de Janeiro em 2023.
Em nota, Willer Tomaz afirmou que recorreu à Justiça contra o Google apenas para desindexar "conteúdos antigos e desatualizados" e negou qualquer tentativa de ocultar sua amizade com o senador. Flávio Bolsonaro, por sua vez, classificou a investigação como "fake news" e não comentou os links específicos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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