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Governo Federal avança contra o crime organizado e pede confisco de R$ 190 milhões

Em ação inédita, a AGU utiliza a nova lei antifacção para buscar o perdimento de bens de suspeitos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho.

Foto: AGU Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Original e licença

A Advocacia-Geral da União (AGU) deu um passo decisivo no combate ao crime organizado ao ajuizar, nesta terça-feira (20), quatro ações civis que visam o confisco de R$ 190,3 milhões em bens de suspeitos. Esta é a primeira vez que o órgão utiliza um dispositivo da nova lei antifacção, que permite a perda de patrimônio antes mesmo de uma condenação judicial.

As medidas atingem 87 réus apontados por vínculos com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Segundo a AGU, o patrimônio acumulado pelos investigados é fruto de atividades ilícitas, incluindo tráfico internacional de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro. O objetivo central é descapitalizar essas organizações, impedindo que os recursos financiem a continuidade de crimes.

A ofensiva é resultado de um trabalho integrado entre o Ministério da Justiça, Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A força-tarefa cruzou dados de investigados e empresas de fachada para identificar imóveis de alto valor incompatíveis com a renda declarada.

Entre as ações protocoladas, destaca-se um pedido de confisco de R$ 108,2 milhões relacionados a um esquema de tráfico internacional de cocaína para a Europa, alvo da operação Hinterland, da Polícia Federal. Entre os bens na mira da Justiça estão aeronaves, veículos de luxo e pedras preciosas.

Fonte: Brasil 247

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