Cármen Lúcia alerta: democracia exige vigilância constante e defesa diária
Em palestra na UFSC, ministra do STF destacou a importância da autonomia universitária e o combate à desigualdade de gênero para a manutenção do Estado democrático.

Foto: Cármen Lúcia Crédito: Rosinei Coutinho/STF · Original e licença
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou a necessidade de um compromisso contínuo com o regime democrático brasileiro. Durante a abertura da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a magistrada declarou que a “democracia não é uma conquista definitiva e precisa ser defendida todos os dias”.
Em conferência realizada por videoconferência sob o tema “A Justiça Delas”, a ministra alertou para os perigos da polarização e da intolerância política, que corroem o tecido social. Segundo apuração da CNN Brasil, Cármen Lúcia enfatizou que a preservação das instituições depende do respeito às divergências e da garantia dos direitos fundamentais previstos na Constituição de 1988.
A magistrada também defendeu a educação pública como pilar de uma sociedade justa, ressaltando a importância da autonomia administrativa e financeira das universidades. Para ela, o ambiente acadêmico é fundamental para a construção de um país mais igualitário, desde que assegurados os recursos necessários para o desenvolvimento da ciência e da pesquisa.
Além da pauta democrática, a ministra abordou a persistente desigualdade de gênero e a violência contra a mulher no Brasil. Ela destacou que a igualdade exige ações permanentes e que diferenças de raça, gênero ou crença não podem ser usadas como pretexto para discriminação. A vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi, celebrou a participação da ministra, destacando que o debate contribui para a reflexão sobre o papel das universidades na promoção de uma sociedade mais humana.
Fonte: Brasil 247

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