Política

Cotado por Flávio Bolsonaro para a Saúde, médico ataca o SUS e gera revolta nas redes

Declarações de Cláudio Lottenberg sobre o Sistema Único de Saúde provocaram forte reação popular e críticas de parlamentares na internet.

Foto: Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Porto Alegre: o evento "Lula em Porto Alegre: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado no Largo dos Açorianos, Porto Alegre – RS Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

A indicação do médico Cláudio Lottenberg para o Ministério da Saúde, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições, provocou uma onda de indignação nas redes sociais nesta segunda-feira (20). A repercussão negativa de suas declarações sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) levou a hashtag “Protejam o SUS” ao topo dos assuntos mais comentados na plataforma X.

O centro da polêmica envolve críticas feitas por Lottenberg ao princípio constitucional que estabelece a saúde como um dever do Estado e um direito do cidadão. Em vídeos que circulam na internet, o médico questiona a viabilidade do modelo atual, sugerindo que o sistema está “extremamente desajustado” e defendendo que a gestão deve priorizar a eficiência antes de qualquer aporte financeiro adicional.

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi uma das vozes mais críticas, alertando que o pensamento de Lottenberg sinaliza um projeto de privatização. “Ele é contra o SUS”, afirmou a parlamentar, ressaltando que a visão do médico ignora o papel fundamental do sistema para a população brasileira. Segundo dados oficiais de setembro de 2025, cerca de 161 milhões de brasileiros — 76% da população — dependem exclusivamente do atendimento público.

Lottenberg, que se licenciou do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein em 1º de setembro para se dedicar ao período eleitoral, argumentou que a saúde deveria ser discutida como um “bem” e não apenas como um direito, questionando o custo do autocuidado individual para a sociedade. A postura do aliado de Flávio Bolsonaro reacendeu o debate sobre o futuro do SUS e os riscos de uma eventual guinada para o setor privado na gestão da saúde pública nacional.

Fonte: Brasil 247

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