PF encontra 'bunker' com máquina de contar dinheiro em hangar de aliado de Flávio Bolsonaro
Polícia Federal localiza compartimento blindado em hangar de Willer Tomaz, advogado próximo ao senador Flávio Bolsonaro, durante investigação sobre lavagem de dinheiro.

Foto: - Flávio Bolsonaro em campanha e com Willer Tomaz em safari na África e em encontro íntimo (Vittor Sales Divulgação campanha / Reprodução DPF) · Original e licença
A Polícia Federal descobriu uma sala secreta equipada com máquina de contar dinheiro em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília. O espaço pertence a empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A revelação ocorreu após uma denúncia anônima recebida durante uma operação deflagrada em 7 de agosto, sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
De acordo com relatório da PF, os agentes retornaram ao local após a denúncia e identificaram uma alteração estrutural que escondia um compartimento com porta metálica robusta, aparentemente blindada. Embora não houvesse dinheiro em espécie no momento da busca, a presença da máquina de contagem e a estrutura do ambiente reforçaram a suspeita dos investigadores de que o local era utilizado para movimentar recursos fora do sistema bancário oficial.
A operação também mira o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e investiga indícios de lavagem de dinheiro em apostas esportivas. A PF apreendeu quatro aeronaves nos hangares de Willer Tomaz e agora analisa diários de bordo e listas de passageiros. O objetivo é verificar se os aviões foram utilizados para o transporte físico de numerário, o que poderia ampliar o escopo das investigações contra o advogado e seus associados.
Em nota, a defesa de Willer Tomaz negou qualquer irregularidade. O advogado afirmou que a sala e os equipamentos são parte da infraestrutura operacional de suas empresas, sendo essenciais para a prestação de serviços a clientes do setor de transporte de valores. Ele classificou a tese de uso para recursos não declarados como "fantasiosa e ridícula".
Fonte: Revista Fórum

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