Dívidas e investigações: o elo entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz
Escritório de advocacia de Willer Tomaz, aliado do senador Flávio Bolsonaro, acumula dívidas com a Receita Federal enquanto ambos são alvos de apurações.

Foto: Advogado Willer Tomaz de Souza. Foto: Reprodução · Original e licença
O escritório de advocacia de Willer Tomaz, figura próxima ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acumula débitos tributários que somam R$ 100.021,67. O valor consta nos registros da dívida ativa da Receita Federal, situação que ocorre quando a União passa a cobrar judicialmente créditos não quitados por empresas.
Segundo informações apuradas pela Folha, o escritório de Tomaz chegou a aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) em 2019, mas a dívida permaneceu visível nos sistemas públicos de consulta. Em nota, a banca de advocacia declarou que desconhece a existência de tais débitos.
O nome de Willer Tomaz aparece em um inquérito da Polícia Federal que apura possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação busca identificar movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar a origem de recursos ilícitos. O senador Flávio Bolsonaro também é alvo de apurações da PF relacionadas ao mesmo caso.
A relação entre o parlamentar e o advogado já foi alvo de questionamentos públicos. Em 2025, uma holding de apostas online de propriedade de Tomaz custeou voos de Flávio Bolsonaro entre Portugal e França. Na época, o senador justificou que a proximidade com o advogado era estritamente pessoal.
Sobre a situação jurídica do candidato, sua equipe de campanha reforçou que não existe inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria argumenta que os autos enviados à Corte ainda não foram convertidos em investigação formal e que a Procuradoria-Geral da República não se manifestou sobre o tema.
Em resumo
- Escritório de Willer Tomaz deve mais de R$ 100 mil à Receita Federal.
- Advogado e Flávio Bolsonaro são investigados por supostas fraudes no INSS.
- Holding de Tomaz pagou viagens internacionais do senador em 2025.
- Campanha de Flávio nega existência de inquérito formal no STF.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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