TSE investiga promessa de emendas em troca de votos para Flávio Bolsonaro no MS
O corregedor-geral do TSE autorizou a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral para apurar denúncia da campanha de Lula sobre uso de recursos públicos.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Reuters/Adriano Machado · Original e licença
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu sinal verde para a abertura de uma investigação contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e aliados políticos por suspeita de abuso de poder político e econômico. A decisão do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, atende a uma ação movida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O foco da apuração são declarações atribuídas ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL). Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, Azambuja teria prometido a prefeitos do estado que municípios com votações expressivas para Flávio Bolsonaro seriam beneficiados com emendas parlamentares. Além do ex-governador e do candidato, a senadora Tereza Cristina (PP) e o senador eleito Capitão Contar (PL) também figuram como investigados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije).
Ao autorizar o prosseguimento do caso, o ministro Villas Bôas Cueva destacou que os fatos narrados apresentam indícios suficientes para a instauração do processo. O magistrado ressaltou que a medida visa apurar a gravidade das condutas e a responsabilidade individual de cada um dos envolvidos, embora não signifique, neste momento, o reconhecimento de culpa.
Por outro lado, o corregedor negou o pedido da campanha petista para proibir, de forma preventiva, que novas promessas do tipo fossem feitas. O ministro argumentou que não foram apresentados elementos concretos que comprovassem a continuidade ou a iminência de repetição da conduta por parte dos investigados.
Em resumo
- O TSE investiga promessa de emendas parlamentares vinculadas ao desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro no Mato Grosso do Sul.
- A ação apura possível abuso de poder político e econômico envolvendo o ex-governador Reinaldo Azambuja e outros aliados.
- O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva autorizou a investigação, mas negou pedido de medida cautelar para impedir novas declarações.
Fonte: Brasil 247

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