Estudo revela que BPC salvou mais de 570 mil vidas e economizou bilhões ao SUS
Pesquisa inédita aponta que o Benefício de Prestação Continuada é um pilar essencial para a saúde pública e a economia brasileira, evitando milhões de internações.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) consolidou-se nas últimas três décadas como uma das ferramentas mais eficazes de proteção social no Brasil. Um estudo científico recente, coordenado por pesquisadores da UFBA, UFRN e do grupo IMPACThealth, revelou que o programa foi responsável por evitar mais de 13 milhões de internações pelo SUS e 571 mil mortes entre 1996 e 2025.
A análise, que utilizou dados de todos os municípios brasileiros, demonstra que o impacto do benefício vai muito além da transferência de renda direta para idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Para cada ponto percentual de aumento na cobertura do programa, observou-se uma queda de 2,9% nas hospitalizações e de 5% na mortalidade infantil, evidenciando o papel do BPC na sustentação das famílias mais pobres.
Do ponto de vista econômico, o retorno é expressivo: cada real investido no programa gerou um benefício social estimado em R$ 3,81 entre 1996 e 2023. Segundo a pesquisadora Daniella Medeiros Cavalcanti, o ganho em saúde pública reflete diretamente na redução de custos hospitalares, que teriam atingido cifras bilionárias sem a existência do programa.
O levantamento também projeta os riscos de propostas que defendem a desvinculação do BPC do salário mínimo ou o endurecimento dos critérios de acesso, como a defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com as simulações, um eventual retrocesso no programa poderia resultar em 1,5 milhão de novas internações e quase 25 mil mortes adicionais até 2030.
Em resumo
- O BPC evitou mais de 13 milhões de internações e 571 mil mortes em 30 anos.
- Cada R$ 1 investido no programa gerou R$ 3,81 de retorno social para o país.
- Propostas de cortes e desvinculação do salário mínimo podem elevar custos com saúde e aumentar a mortalidade até 2030.
Fonte: ICL Notícias

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