Lula cumpre acordo e entrega sigilos ao TSE; Flávio Bolsonaro atrasa envio
A poucos dias do segundo turno, o presidente Lula entregou autorizações para abertura de sigilos dentro do prazo, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro descumpriu o horário estipulado.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro durante debate na Band - Foto: Tuane Fernandes / NurPhoto via AFP · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou, na noite desta quinta-feira (22), a entrega ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um conjunto de documentos e autorizações para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A medida cumpre integralmente o acordo firmado com o adversário Flávio Bolsonaro (PL), que incluía o atendimento a 19 exigências específicas feitas pela campanha bolsonarista.
Enquanto a equipe petista, representada por nomes como Edinho Silva, Guilherme Boulos e o senador Camilo Santana, protocolou o material dentro do prazo, o senador Flávio Bolsonaro não seguiu o cronograma. O compromisso previa a entrega até as 23h59 de quinta-feira, mas a defesa do parlamentar só encaminhou suas autorizações na madrugada desta sexta-feira (23).
O escopo do acordo abrange não apenas os candidatos, mas também familiares e pessoas próximas. Entre os dados que Lula se comprometeu a tornar públicos estão registros de gastos com cartões corporativos, acessos aos palácios do Planalto e da Alvorada, além de informações sobre a empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, que foi incluída nas exigências após insistência da campanha petista.
Apesar da entrega das procurações, a campanha de Lula recorreu da decisão do ministro André Mendonça, que havia sugerido que a divulgação fosse feita de forma voluntária pelos candidatos. A defesa do presidente argumenta que o TSE deve requisitar as informações diretamente aos órgãos competentes, como Banco Central e Receita Federal, para garantir a autenticidade e a transparência simultânea dos dados, evitando que cada lado selecione o que deseja publicar.
Em resumo
- Lula entregou as autorizações para quebra de sigilo dentro do prazo, enquanto Flávio Bolsonaro atrasou o envio.
- O presidente aceitou 19 exigências, incluindo dados de cartões corporativos e registros de visitas oficiais.
- A campanha petista recorreu ao TSE para que o tribunal requisite os dados diretamente às fontes oficiais, garantindo transparência total.
- O acordo inclui a abertura de dados de pessoas próximas aos candidatos e da empresa Alcazar Holdings.
Fonte: Revista Fórum

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