Política

Proibição das bets não altera rumo das eleições, aponta levantamento

Pesquisa Nexus revela que o veto às apostas online teve impacto irrelevante na decisão dos eleitores brasileiros no pleito de 2026.

Foto: Site de apostas esportivas Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil · Original e licença

A proibição das plataformas de apostas esportivas e cassinos online, medida adotada pelo governo do presidente Lula, não foi capaz de alterar significativamente o cenário eleitoral de 2026. É o que aponta um levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, entre os dias 18 e 21 de outubro, que mediu o peso da decisão na escolha dos eleitores.

Segundo os dados, 82% dos eleitores que tinham conhecimento da proibição afirmaram que o tema não teve qualquer influência em seu voto no primeiro turno. Entre a pequena parcela que admitiu algum efeito, a vasta maioria (84%) declarou que a medida apenas serviu para reforçar uma escolha que já estava consolidada. Apenas 6% dos entrevistados afirmaram ter mudado de candidato por causa do veto às bets.

A tendência de neutralidade do tema se mantém para o segundo turno, que ocorre no próximo domingo (25). De acordo com a pesquisa, 77% dos brasileiros afirmam que a proibição não terá peso em sua decisão final. Mesmo entre os que admitem algum impacto, 80% garantem que a medida apenas reforça a segurança em relação ao candidato que já pretendiam escolher.

O levantamento destaca que, embora o assunto tenha tido ampla visibilidade — 90% dos brasileiros afirmam ter acompanhado informações sobre o tema —, ele não figura entre as prioridades do eleitorado. Na lista de preocupações principais, saúde (43%), segurança pública (38%) e o fim da escala 6x1 (27%) aparecem muito à frente das apostas, que foram citadas por apenas 9% dos entrevistados.

A pesquisa Nexus ouviu 2 mil pessoas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

Em resumo

  • 82% dos eleitores afirmam que a proibição das bets não influenciou seu voto no primeiro turno.
  • Apenas 6% dos eleitores declararam ter mudado de candidato devido à medida.
  • Saúde, segurança e o fim da escala 6x1 são as pautas que mais pesam na decisão do voto.
  • 77% dos entrevistados garantem que o tema não afetará sua escolha no segundo turno.

Fonte: Brasil 247

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