Filha de juíza assassinada rebate Flávio Bolsonaro e expõe histórico do candidato com milícias
Gabriela Acioli, filha da juíza assassinada em 2011, contesta declarações de Flávio Bolsonaro sobre a magistrada e aponta contradições na trajetória política do senador em relação ao combate ao crime organizado.

Gabriela Acioli, filha da juíza Patrícia Acioli, utilizou suas redes sociais para confrontar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A magistrada, que ficou marcada pelo combate rigoroso a grupos de extermínio no Rio de Janeiro, foi assassinada por policiais militares em agosto de 2011, na porta de sua casa em Niterói.
O ponto central da crítica de Gabriela diz respeito a uma fala de Flávio Bolsonaro feita logo após o crime, na qual o senador alegou que a juíza costumava humilhar policiais. A filha da magistrada classificou a afirmação como uma mentira desrespeitosa, sustentando que sua mãe era, na verdade, reconhecida e homenageada por diversos batalhões da corporação devido à sua atuação profissional.
Para reforçar sua indignação, Gabriela listou episódios que, segundo ela, evidenciam a proximidade do candidato com o universo das milícias. Ela recordou que, em 2008, enquanto ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro votou contra a criação de uma CPI para investigar a atuação desses grupos criminosos no estado.
A publicação também trouxe à tona a condecoração concedida pelo senador ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia, que recebeu a Medalha Tiradentes. Além disso, Gabriela mencionou a contratação de familiares de Nóbrega no gabinete do parlamentar e o caso de Robson Calixto Fonseca, ex-assessor condenado por envolvimento com organização criminosa que, mesmo após a condenação, teria sido beneficiado por emendas parlamentares do senador em 2023.
Veja as publicações de Gabriela :


Ao se dirigir aos eleitores que admiram o legado de sua mãe, mas apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro, Gabriela pediu coerência. Ela solicitou que essas pessoas parem de utilizar o nome de Patrícia Acioli como referência, argumentando que é contraditório defender quem, no momento de maior sofrimento da família, propagou versões que ela considera ofensivas à memória da juíza.
Em resumo: - Gabriela Acioli contesta a versão de Flávio Bolsonaro de que sua mãe humilhava policiais. - A filha da juíza aponta o histórico de homenagens e vínculos do senador com figuras ligadas a milícias. - Gabriela pede que eleitores não associem a imagem de sua mãe ao apoio político ao candidato.
Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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