Justiça Eleitoral é acionada contra disparos de telemarketing com ataques no Espírito Santo
A campanha de Lorenzo Pazolini denunciou o uso de ligações automatizadas que se passam por pesquisas para espalhar desinformação contra ele e Flávio Bolsonaro a poucos dias do pleito.

Foto: Lorenzo Pazolini, candidato ao governo do Espírito Santo - Reprodução/Instagram · Original e licença
A reta final da disputa pelo governo do Espírito Santo foi marcada por uma denúncia grave protocolada pela equipe de Lorenzo Pazolini, do Republicanos. O grupo jurídico do candidato recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral para investigar uma onda de ligações automatizadas que, sob o disfarce de pesquisas de opinião, têm sido utilizadas para atacar o postulante e seu aliado político, Flávio Bolsonaro, do PL.
Conforme os relatos reunidos pela campanha, as chamadas telefônicas disseminam a narrativa de que ambos os políticos seriam defensores da adoção do pagamento por hora trabalhada, sugerindo que isso levaria ao fim de conquistas históricas da classe trabalhadora, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e o décimo terceiro salário. Pazolini negou veementemente qualquer intenção de suprimir direitos trabalhistas e declarou que buscará identificar os responsáveis e os financiadores por trás dessa estratégia de desinformação, ressaltando que o eleitor precisa de dados verídicos para decidir seu voto.
Além das falsas alegações sobre a legislação trabalhista, o conteúdo das ligações também tenta desgastar a imagem do candidato ao questionar a influência do senador Magno Malta em um futuro governo, indagando se o eleitor mudaria sua escolha caso soubesse da participação do parlamentar. A defesa de Pazolini sustenta que a prática configura propaganda eleitoral irregular e exige medidas urgentes para cessar os disparos e punir os envolvidos.
Em resumo: - A campanha de Pazolini denunciou ligações automatizadas que simulam pesquisas para atacar o candidato. - As mensagens falsamente atribuem aos candidatos a intenção de retirar direitos trabalhistas. - A equipe jurídica busca identificar os financiadores e interromper a circulação das chamadas.
Fonte: Folha de S.Paulo

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