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Advocacia de Flávio Bolsonaro em meio à campanha presidencial levanta questionamentos

Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro mantém escritório ativo e divide defesa de cliente com advogado alvo de apurações da Polícia Federal sobre movimentações financeiras suspeitas.

Foto: Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República, manteve suas atividades como advogado mesmo durante o período eleitoral. No dia 14 de outubro, enquanto cumpria agenda de campanha em Porto Alegre e participava remotamente de votação no Senado, o parlamentar apresentou uma petição ao Superior Tribunal de Justiça. O documento, protocolado no final da noite, refere-se a uma disputa societária na empresa Simas Industrial de Alimentos, na qual o senador atua como defensor de Mário Gadelha Simas Filho.

Nesse mesmo processo, o cliente é representado por Willer Tomaz, advogado que mantém laços de amizade com o senador e é alvo de apurações da Polícia Federal. As autoridades investigam possíveis crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o círculo de relações do advogado. Registros processuais indicam que a representação de Tomaz no caso permanece ativa, colocando os dois profissionais na mesma causa jurídica.

Dados fiscais revelam que a Simas Industrial de Alimentos foi uma das principais fontes de receita da banca de Flávio Bolsonaro. Entre o início de 2023 e o final de 2024, a empresa pagou R$ 3,3 milhões ao escritório, que funciona no endereço residencial do senador em Brasília e não possui funcionários registrados. O faturamento total da banca, entre janeiro de 2023 e julho de 2026, atingiu R$ 13,7 milhões.

A Polícia Federal examina a natureza dos vínculos entre o senador e Willer Tomaz. Entre os elementos sob análise, investigadores apontam que o nome de Flávio Bolsonaro constava como usuário master em uma conta bancária da holding Alcazar, pertencente ao advogado. Embora o acesso tenha sido solicitado para remoção em maio de 2025, a PF considera o fato um indício de ligação operacional. O senador nega ter tido qualquer controle sobre contas de empresas de Tomaz.

A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a relação entre ambos é estritamente de amizade pessoal e que as suspeitas levantadas não possuem base factual. De forma semelhante, os representantes de Willer Tomaz negaram a existência de irregularidades, sustentando que todas as participações societárias e contas bancárias são lícitas e declaradas aos órgãos competentes.

Em resumo: - Flávio Bolsonaro protocolou petição judicial no mesmo dia em que participou de atos de campanha e votação no Senado. - O senador divide a defesa de um cliente com Willer Tomaz, que é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro. - O escritório do parlamentar faturou R$ 13,7 milhões desde 2023, com parte significativa vindo do cliente compartilhado com Tomaz. - A PF apura supostos vínculos financeiros, incluindo acesso a contas bancárias, o que é negado pelos envolvidos.

Fonte: Brasil 247

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