Política · Justiça

Advocacia de Flávio Bolsonaro em meio à campanha levanta questionamentos sobre conexões com investigado

Reportagem revela que o senador Flávio Bolsonaro protocolou petição no STJ durante agenda eleitoral e votação no Senado, mantendo vínculos profissionais com cliente de amigo alvo da PF.

Foto: Flavio Bolsonaro - Flávio Bolsonaro/Foto: SERGIO LIMA/AFP · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL) manteve suas atividades como advogado mesmo durante o período de campanha eleitoral. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o parlamentar protocolou uma petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 14 de outubro, data em que cumpria agenda de comício em Porto Alegre e participava remotamente de uma sessão no Senado Federal sobre a escala de trabalho 6x1.

O documento judicial em questão refere-se à defesa de Mário Gadelha Simas Filho, empresário envolvido em uma disputa societária na Simas Industrial de Alimentos. O caso chama a atenção por envolver também o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio e alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. O escritório do senador teria recebido R$ 3,3 milhões da empresa de seu cliente entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024.

A relação entre o senador e Willer Tomaz já havia sido alvo de apurações anteriores. Investigadores identificaram que Flávio Bolsonaro possuía acesso como "usuário master" a uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado, com a exclusão desse acesso solicitada apenas em maio de 2025. Questionados pela reportagem, nem o senador nem o advogado comentaram o caso, tendo negado anteriormente qualquer irregularidade em suas atividades.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro protocolou petição no STJ no mesmo dia em que participou de comício e votou no Senado.
  • O senador atua na defesa de um cliente que também é representado por Willer Tomaz, investigado pela PF.
  • O escritório de Flávio recebeu R$ 3,3 milhões da empresa do cliente entre 2023 e 2024.
  • Investigações apontaram que o senador teve acesso como usuário master a uma conta de empresa ligada a Willer Tomaz.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaJustiça obriga União a garantir transporte para voto indígena no segundo turno