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Brasil prefere China aos EUA em parcerias comerciais, revela levantamento

Dados do Datafolha mostram que a maioria dos brasileiros confia mais na China do que nos Estados Unidos para negócios, com visões políticas distintas sobre as potências.

Foto: Bandeiras dos EUA e da China Crédito: CGTN · Original e licença

Uma nova sondagem do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (23), aponta que a China desfruta de maior credibilidade junto ao público brasileiro quando o assunto é parceria comercial. Enquanto 71% dos consultados declararam confiar no país asiático, o índice de confiança destinado aos Estados Unidos ficou em 58%.

O levantamento também detalhou os níveis de rejeição. A desconfiança em relação aos norte-americanos alcançou 38%, superando os 24% registrados para a China. Embora o cenário tenha melhorado para ambas as nações desde julho de 2025, a vantagem chinesa permanece evidente na percepção popular.

A análise dos dados revela que a preferência política influencia diretamente a visão sobre os parceiros globais. Entre os eleitores que pretendem votar no senador Flávio Bolsonaro (PL), a desconfiança sobre a China atinge 31%, enquanto entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esse índice cai para 16%.

O comportamento se inverte quando o foco são os Estados Unidos. Entre o eleitorado de Lula, a desconfiança sobre os norte-americanos chega a 61%. Já entre os que apoiam Flávio Bolsonaro, o índice de desconfiança cai para apenas 14%, evidenciando uma diferença de 47 pontos percentuais entre os dois grupos.

A pesquisa, realizada entre 20 e 22 de outubro com 2.154 pessoas, também trouxe um panorama da disputa presidencial. No cenário de votos válidos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 50% cada. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número BR-09709/2026.

Em resumo: - A China é vista como parceira mais confiável que os EUA por 71% dos brasileiros. - A rejeição aos EUA como parceiro comercial é de 38%, enquanto a da China é de 24%. - A percepção sobre as potências varia drasticamente conforme a preferência eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

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