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Atuação de Flávio Bolsonaro na defesa de PM acusado de matar criança gera polêmica

O senador Flávio Bolsonaro integrou a equipe jurídica de um policial militar denunciado pela morte de Ana Clara, de 5 anos, em Niterói, buscando evitar o Tribunal do Júri.

Foto: - Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar Ana Clara. Foto: Reprodução e Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

A atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL) como advogado de um policial militar acusado de matar a pequena Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, voltou ao centro das atenções durante o atual período eleitoral. O caso, que ocorreu em fevereiro de 2021 em Niterói (RJ), ganhou novos contornos após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar o parlamentar sobre sua participação na defesa durante o debate realizado no último dia 18 de outubro.

Ana Clara foi atingida por disparos de fuzil enquanto brincava na porta de sua casa. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso qualificado, apontando contradições entre a versão dos policiais — que alegaram confronto com criminosos — e os vestígios periciais encontrados no local. A perícia indicou que não havia marcas de tiros na viatura e que a trajetória dos projéteis não condizia com a narrativa da equipe policial.

Em 2024, o nome de Flávio Bolsonaro passou a constar no acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como parte da equipe jurídica de Delaroli. O objetivo da defesa era retirar o caso da competência do Tribunal do Júri e transferi-lo para a Justiça Militar. Embora o STJ tenha rejeitado o recurso em abril de 2024, o julgamento do acusado sofreu sucessivos adiamentos, com a nova data marcada apenas para 5 de maio de 2027, mais de seis anos após o crime.

Durante o debate presidencial, Flávio Bolsonaro defendeu sua atuação afirmando que não se deve criminalizar o exercício da advocacia e ressaltou que o acusado ainda não foi condenado. Por outro lado, Cristiane Gomes da Silva, mãe da vítima, tem cobrado publicamente que o processo avance para o julgamento popular, lamentando a demora da Justiça e o papel desempenhado pelo senador no caso.

Em resumo

  • Ana Clara, de 5 anos, foi morta em 2021 por disparos de fuzil efetuados por um policial militar em Niterói.
  • Flávio Bolsonaro integrou a defesa do PM em 2024, tentando impedir que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri.
  • O STJ negou o recurso da defesa, mas o julgamento do policial foi adiado diversas vezes, estando previsto agora para maio de 2027.

Fonte: Revista Fórum

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