Política · Justiça

Disputa por mansão em Angra coloca Richarlison e Flávio Bolsonaro em rota de colisão

O jogador Richarlison acusa o senador Flávio Bolsonaro de usar influência política para tomar posse de uma propriedade de luxo em Angra dos Reis.

Uma disputa judicial envolvendo uma mansão de luxo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, trouxe à tona acusações de uso de influência política contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O jogador da seleção brasileira, Richarlison, afirma ter sido vítima de uma manobra para perder o direito de ocupação de um imóvel da União, adquirido por ele e um sócio em 2020 por R$ 10 milhões.

Segundo o atleta, após recusar propostas de venda, ele foi surpreendido em 2022 por um mandado de reintegração de posse movido pela empresa M Locadora, ligada ao advogado Willer Tomaz. Richarlison sustenta que o senador e o advogado teriam atuado diretamente na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para garantir a regularização do imóvel em favor de Willer, em um processo que o coletivo Derrubando Muros classificou como célere demais, levando a uma representação no Ministério Público Federal.

O advogado Willer Tomaz nega qualquer irregularidade, alegando que adquiriu os direitos sobre o terreno legalmente e que o jogador teria negociado apenas com posseiros, sem legitimidade sobre a área. Em contrapartida, Richarlison divulgou documentos que, segundo ele, comprovam a legalidade da transação original.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega estar em litígio com o jogador ou ter interferido no caso. O senador afirma que sua relação com Willer Tomaz é estritamente de amizade e que seu nome foi incluído no processo apenas como testemunha. A defesa do advogado reforça que o caso possui decisões favoráveis em todas as instâncias judiciais.

Em resumo

  • Richarlison alega ter perdido uma propriedade de R$ 10 milhões após suposta interferência política de Flávio Bolsonaro na SPU.
  • O advogado Willer Tomaz, ligado ao senador, obteve a reintegração de posse do imóvel em 2022, alegando legalidade na aquisição.
  • O coletivo Derrubando Muros acionou o Ministério Público Federal para investigar possíveis irregularidades na transferência do bem público.
  • Flávio Bolsonaro nega envolvimento no caso e afirma que a relação com o advogado é apenas de amizade.

Fonte: ICL Notícias

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