Crédito rural bate recordes: entenda a evolução dos Planos Safra sob Lula e Bolsonaro
Dados oficiais revelam que o volume de recursos disponibilizados para o agronegócio cresceu significativamente nos últimos anos, atingindo patamares inéditos no governo Lula.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro ; PoderData - Lula e Flávio Bolsonaro (Isabella Finholdt NurPhoto via AFP / Marina Uezima BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP) · Original e licença
O financiamento ao agronegócio brasileiro tem registrado uma trajetória de crescimento expressiva nos últimos anos. Dados oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que o governo Lula ampliou substancialmente o volume de crédito rural disponibilizado, superando os montantes ofertados durante a gestão de Jair Bolsonaro.
No último Plano Safra da gestão anterior, referente ao ciclo 2022/2023, foram destinados R$ 340,9 bilhões ao setor. Já no primeiro plano da atual administração, em 2023/2024, o valor saltou para R$ 435,8 bilhões, um incremento nominal de cerca de 28%. A tendência de alta foi mantida nos anos seguintes, com o Plano Safra 2024/2025 alcançando R$ 476,6 bilhões e o ciclo 2025/2026 atingindo a marca recorde de aproximadamente R$ 605,2 bilhões.
É importante ressaltar que esses valores englobam linhas de custeio, comercialização e investimentos, abrangendo tanto a agricultura empresarial quanto a familiar. Especialistas ponderam que, embora os números nominais indiquem uma expansão clara, a comparação precisa considerar o impacto da inflação no poder de compra dos produtores ao longo do período.
Vale destacar que os montantes anunciados não representam gastos diretos do Tesouro Nacional. Trata-se de um volume de crédito disponibilizado por instituições financeiras, cuja efetivação depende da demanda e da contratação por parte dos produtores rurais.
Em resumo
- O Plano Safra 2025/2026 atingiu o recorde de R$ 605,2 bilhões em crédito rural.
- O governo Lula elevou o financiamento para agricultura empresarial e familiar em comparação ao governo Bolsonaro.
- Os valores referem-se a linhas de crédito disponibilizadas e não a gastos diretos do governo.
Fonte: Revista Fórum

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