Vídeo resgatado pelo PT desmente promessa de Flávio Bolsonaro sobre estatais
Durante debate, Flávio Bolsonaro negou planos de privatizar a Petrobras, mas o PT divulgou registro em que o senador defende a venda da petroleira.

Foto: O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters · Original e licença
Durante o debate presidencial realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) buscou afastar a imagem de que pretende vender ativos estratégicos do país. Ao ser questionado, o senador afirmou categoricamente que não privatizará o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, classificando as críticas de seu adversário, Lula (PT), como disseminação de notícias falsas.
No entanto, a campanha petista reagiu rapidamente durante a transmissão, utilizando o que chamou de "VAR" para confrontar a declaração. O partido publicou um vídeo nas redes sociais em que o próprio Flávio Bolsonaro declara abertamente: "Eu sou a favor de privatizar Petrobras, sempre tenho falado isso até publicamente". O registro, que circula com crédito ao jornalista Tales Faria, do Canal UOL, não teve sua data original de gravação informada na postagem.
A contradição exposta pelo PT reacende o debate sobre as intenções econômicas do candidato. Embora a equipe de campanha de Flávio, representada pelo coordenador econômico Adolfo Sachsida, tenha assumido o compromisso de não privatizar as estatais em vídeo divulgado no último dia 8 de outubro, o histórico de declarações do senador gera desconfiança. Em ocasiões anteriores, o parlamentar já havia admitido a possibilidade de vender partes da Petrobras que, segundo ele, não apresentassem bom desempenho.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro negou no debate da TV Globo que pretende privatizar Petrobras, Caixa e Banco do Brasil.
- O PT divulgou um vídeo onde o senador defende publicamente a privatização da petroleira.
- A campanha de Flávio tenta conter o desgaste, após seu coordenador econômico ter prometido a manutenção das estatais em outubro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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