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Momento de tensão: Flávio Bolsonaro confunde nome de mãe com o de filha morta em debate

Durante debate na TV Globo, Flávio Bolsonaro cometeu gafe ao chamar Cristiane Gomes da Silva pelo nome de sua filha, Ana Clara, morta em 2021.

Foto: Campanha do Lula levou Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara, para o debate da Globo. Foto: Divulgação/Campanha do presidente Lula · Original e licença

Um momento de forte carga emocional marcou o debate da TV Globo realizado nesta sexta-feira (23). Ao tentar se dirigir a Cristiane Gomes da Silva, mãe da pequena Ana Clara Gomes Machado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) cometeu um erro ao chamá-la pelo nome da filha, que foi morta em 2021. A reação de Cristiane foi imediata e contundente: “Ela morreu!”, exclamou a mãe diante do parlamentar.

A presença de Cristiane no estúdio ocorreu a convite do presidente Lula (PT). O confronto verbal teve início quando o petista questionou a atuação de Flávio na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de disparar contra a criança de 5 anos em Niterói, no Rio de Janeiro. Ao tentar prestar solidariedade, o senador afirmou que não conseguia imaginar a dor da perda, classificando o caso como uma tragédia e insistindo na tese de que houve uma troca de tiros no local.

Flávio Bolsonaro, que chegou a assinar um recurso ao Superior Tribunal de Justiça em 2024 para tentar impedir que o policial fosse a júri popular, reiterou sua confiança na inocência do acusado. O Ministério Público, contudo, contesta a versão de confronto apresentada pela defesa, baseando-se em relatos de testemunhas que negam a existência de tiroteio na ocasião. O policial ainda aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro confundiu o nome da mãe de Ana Clara com o da própria criança durante debate.
  • O senador atuou na defesa do policial acusado de matar a menina em 2021.
  • O Ministério Público contesta a versão de troca de tiros defendida pelo parlamentar.
  • A mãe da vítima reivindica que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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