Ex-ministros de governos petistas declaram apoio a Flávio Bolsonaro
Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger se reuniram com o candidato do PL para discutir pautas de soberania nacional e política externa.

Foto: A partir da esq., os ex-ministros Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, exibindo livro de autoria de Aldo - Divulgação · Original e licença
Em um movimento que marca uma nova etapa na disputa eleitoral, os ex-ministros Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O encontro entre os três ocorreu na última quarta-feira (21), no aeroporto de Jundiaí, em uma reunião reservada que durou cerca de uma hora.
Rebelo, que possui um histórico de passagens por diversas pastas nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, afirmou que o objetivo do diálogo foi apresentar visões sobre a retomada do crescimento econômico, a defesa nacional e a política externa. Segundo o ex-ministro, Flávio Bolsonaro ouviu as ponderações e comprometeu-se a considerar as sugestões apresentadas.
Apesar de especulações sobre uma possível composição ministerial, Aldo Rebelo negou que o tema tenha sido tratado durante a conversa. O encontro também contou com a presença do professor de filosofia Gustavo Castañon, ex-assessor de Ciro Gomes, que acompanhou a comitiva, embora não tenha participado da reunião restrita entre o candidato e os ex-ministros.
Castañon justificou o apoio ao candidato do PL como uma forma de buscar uma alternativa ao PT, partido que classificou como antidemocrático. O professor defendeu que a pauta central do grupo é a soberania nacional, argumentando que o país não deve se subordinar a potências estrangeiras, independentemente de quem esteja no poder.
Em resumo
- Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger, ex-ministros de gestões petistas, oficializaram apoio a Flávio Bolsonaro.
- A reunião, realizada em Jundiaí, focou em temas como soberania nacional e política externa.
- O ex-ministro Aldo Rebelo negou qualquer negociação sobre cargos em um eventual governo do PL.
Fonte: Folha de S.Paulo

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