Plataformas digitais desmentem tese de Flávio Bolsonaro sobre 'Exército do Lula'
Meta, Google e X informaram ao TSE que não encontraram irregularidades ou uso de robôs no canal de mobilização digital do presidente Lula.

Foto: André Janones e Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
As gigantes da tecnologia Meta, Google e X enviaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatórios técnicos que esvaziam a ofensiva judicial movida pela campanha de Flávio Bolsonaro contra o canal 'Exército do Lula'. As plataformas, consultadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, afirmaram não ter identificado qualquer irregularidade, uso de robôs ou comportamento inautêntico coordenado nas atividades do grupo, que conta com mais de 10 milhões de seguidores.
A investida do filho do ex-presidente buscava provar que a mobilização digital em favor de Luiz Inácio Lula da Silva seria fruto de manipulação artificial. No entanto, as respostas das empresas foram categóricas. A Meta, dona do WhatsApp e Instagram, assegurou que analisou publicações específicas apontadas pela acusação e concluiu que não houve violação de suas políticas de uso.
O Google seguiu a mesma linha, informando que suas verificações internas não detectaram sinais de ataques cibernéticos ou tráfego automatizado. Já o X, embora tenha reconhecido a existência de uma mobilização coordenada, ressaltou que a prática é conduzida por usuários reais. Segundo a rede social, 'a atuação coordenada realizada predominantemente por contas autênticas' não fere a legislação eleitoral nem as regras da plataforma.
A decisão final sobre o futuro do canal, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), permanece nas mãos da Justiça Eleitoral. Contudo, a ausência de provas técnicas de fraude enfraquece o argumento da oposição, que tentava associar a organização orgânica dos apoiadores petistas a práticas ilícitas de desinformação.
Em resumo
- Meta, Google e X descartaram uso de robôs ou irregularidades no canal 'Exército do Lula'.
- O X confirmou mobilização coordenada, mas ressaltou que ela é feita por usuários reais e permitida pelas regras.
- As respostas das plataformas enfraquecem a ação judicial movida pela campanha de Flávio Bolsonaro no TSE.
Fonte: Brasil 247

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