Às vésperas do segundo turno, Julian Assange declara apoio a Lula e critica omissão dos Bolsonaro
Fundador do WikiLeaks relembra apoio recebido de Lula durante seu encarceramento e aponta falta de solidariedade de Jair e Flávio Bolsonaro.

Foto: Assange apoia Lula - Ricardo Stuckert/Wikileaks · Original e licença
O jornalista Julian Assange, fundador do WikiLeaks, manifestou publicamente seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final da disputa presidencial brasileira. Em publicação feita neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições, o australiano contrastou a postura do petista com a de seus adversários, Jair e Flávio Bolsonaro (PL).
Assange, que passou 1.901 dias detido no Reino Unido, destacou que Lula atuou em prol de sua liberdade mesmo quando não ocupava a Presidência. O jornalista relembrou que, já no governo, o petista tratou de sua perseguição com o Papa Francisco. "Lula foi gentil com meus filhos e não pediu nada em troca", afirmou o fundador do WikiLeaks sobre o encontro que tiveram em Roma, em abril de 2025.
Ao direcionar críticas à família Bolsonaro, Assange foi direto: "Em contraste, Jair e Flávio Bolsonaro não fizeram nada e não disseram nada". O jornalista aproveitou a ocasião para reforçar suas críticas ao alinhamento de governos estrangeiros com os interesses de Washington e Tel Aviv, defendendo a necessidade de soberania nas decisões nacionais.
A relação entre Lula e Assange ganhou contornos de proximidade após a libertação do jornalista, em junho de 2024, quando o presidente brasileiro celebrou o desfecho como uma vitória da liberdade de imprensa. O pleito deste domingo (25) definirá o comando do Palácio do Planalto entre o atual presidente e o senador Flávio Bolsonaro.
Em resumo
- Julian Assange declarou apoio a Lula e criticou a omissão de Jair e Flávio Bolsonaro.
- O jornalista relembrou o apoio recebido de Lula durante seus 1.901 dias de prisão.
- Assange e Lula se reuniram em Roma, em abril de 2025, após a soltura do australiano.
- A manifestação ocorre na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Fonte: Revista Fórum

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